C'est une passion qui commence depuis si tôt! André depuis son enfance fut pris para la magie de la technique et de l'art de reproduire un moment, soit un regard unique à travers la photo. Je me souviens voila quelques années (1985?) d'une édition au "Jornal da tarde" que annonçais les résultats d'un concours de jeunes photographes auquel André fut considéré en premier lieu. C'etais une série de deux ou trois photos dont au moins une fut publiée: Je me rappelle de la photo d'un mendiant que traînais une carrosse en pleine ville. En ce moment j'étais en avion entre Rio et São Paulo quand je feuilletais le journal et soudainement surpris par cette publication. Plus le temps passe et plus il seras reconnu par son talent et cette passion qui l'accompagne jusque aujourd'hui.
Le prochain Dimanche, le 23 Novembre André feras le tour de la ville avec une équipe de jeunes photographes. Ci bas un texte publié réçament au journal Folha de São Paulo et sur la web, signé Gilberto Dimenstein.
Je profite pour lui faire une petite surprise sur le blog. Ce sont des photos tirées en 1974 avant son marriage avec Paulette!
(3 photos en 1974, bien avant leur mariage)
Lentes da cidade
André Douek preparou jornadas fotográficas por SP que registraram monumentos e festas religiosas e populares
No próximo dia 23 de manhã, um domingo, André Douek estará reunido com um batalhão de fotógrafos profissionais e amadores numa estação de metrô.
Esse será o ponto de partida de um dos maiores prazeres de sua vida -fotografar, em bando, a cidade de São Paulo. Para sua felicidade, o hobby é uma extensão do que ele faz todos os dias numa repartição pública, onde toma conta do maior acervo fotográfico da cidade -são 600 mil negativos.
Nascido no Cairo (Egito), André Douek fugiu para o Brasil ainda criança, vítima de conflitos políticos. Além do árabe, a língua materna de Douek é o francês. Em São Paulo, estudava apenas nessa língua na escola e, por muito tempo, teve dificuldade de comunicação. Até hoje, suspeita que começou a fotografar para se comunicar melhor com os brasileiros. "Eu tinha dificuldade em falar português. Achava que, com a imagem, tudo ficaria mais fácil. Tinha o prazer visual pela cidade, onde eu costumava andar a pé e ficar observando os detalhes."
Sua carreira passou por diferentes caminhos. Estudou matemática na USP e desistiu. Depois, formou-se num curso da Belas Artes. Para sobreviver, deu aulas de francês. Até que se especializou em fotografia e se tornou professor.
Anos depois, trabalharia como repórter-fotográfico. Há pouco tempo, foi convidado a ocupar um cargo no departamento que cuida da manutenção e do registro das imagens de São Paulo. Mas o que queria mesmo era colocar o pé na rua, pois não se conformava com o desconhecimento das pessoas sobre a cidade. Preparou jornadas fotográficas temáticas, uma delas dedicada apenas aos monumentos; outra, às festas religiosas e populares. "Vi como ficaram aturdidos muitos dos participantes dos passeios diante das festas de são Vito, são Genaro e Achiropita."
Com a mudança de governo, André Douek não sabe qual será o seu destino, já que tem um cargo de confiança. No entanto, sabe que jamais abandonará suas jornadas, nas quais se sente, muitas vezes, como a criança que chegou aqui com sete anos, fugida do Egito e encantada por uma nova cidade sem ódios.
Ele já tem outra ação com data marcada: em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, pretende documentar a cidade com fotógrafos profissionais e amadores, em diferentes regiões, durante 24 horas seguidas usando as redes da internet. "São Paulo e fotografia são as minhas duas grandes paixões."
Por Gilberto Dimenstein, Folha de SO, em 12/11/2008



André Douek preparou jornadas fotográficas por SP que registraram monumentos e festas religiosas e populares
No próximo dia 23 de manhã, um domingo, André Douek estará reunido com um batalhão de fotógrafos profissionais e amadores numa estação de metrô.
Esse será o ponto de partida de um dos maiores prazeres de sua vida -fotografar, em bando, a cidade de São Paulo. Para sua felicidade, o hobby é uma extensão do que ele faz todos os dias numa repartição pública, onde toma conta do maior acervo fotográfico da cidade -são 600 mil negativos.
Nascido no Cairo (Egito), André Douek fugiu para o Brasil ainda criança, vítima de conflitos políticos. Além do árabe, a língua materna de Douek é o francês. Em São Paulo, estudava apenas nessa língua na escola e, por muito tempo, teve dificuldade de comunicação. Até hoje, suspeita que começou a fotografar para se comunicar melhor com os brasileiros. "Eu tinha dificuldade em falar português. Achava que, com a imagem, tudo ficaria mais fácil. Tinha o prazer visual pela cidade, onde eu costumava andar a pé e ficar observando os detalhes."
Sua carreira passou por diferentes caminhos. Estudou matemática na USP e desistiu. Depois, formou-se num curso da Belas Artes. Para sobreviver, deu aulas de francês. Até que se especializou em fotografia e se tornou professor.
Anos depois, trabalharia como repórter-fotográfico. Há pouco tempo, foi convidado a ocupar um cargo no departamento que cuida da manutenção e do registro das imagens de São Paulo. Mas o que queria mesmo era colocar o pé na rua, pois não se conformava com o desconhecimento das pessoas sobre a cidade. Preparou jornadas fotográficas temáticas, uma delas dedicada apenas aos monumentos; outra, às festas religiosas e populares. "Vi como ficaram aturdidos muitos dos participantes dos passeios diante das festas de são Vito, são Genaro e Achiropita."
Com a mudança de governo, André Douek não sabe qual será o seu destino, já que tem um cargo de confiança. No entanto, sabe que jamais abandonará suas jornadas, nas quais se sente, muitas vezes, como a criança que chegou aqui com sete anos, fugida do Egito e encantada por uma nova cidade sem ódios.
Ele já tem outra ação com data marcada: em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, pretende documentar a cidade com fotógrafos profissionais e amadores, em diferentes regiões, durante 24 horas seguidas usando as redes da internet. "São Paulo e fotografia são as minhas duas grandes paixões."
Por Gilberto Dimenstein, Folha de SO, em 12/11/2008




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